quinta-feira, 16 de outubro de 2014

EGO, O FALSO CENTRO (Osho)

"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
      Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
     Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
      Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.
      Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
      Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer. 
      Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
      E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo. 
      Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
      O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. 
      O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você. 
      O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade. 
      Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. 
      Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...
      Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
      A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
      E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade. 
      Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. 
      O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. 
      Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta. 
      É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele. 
      Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso -  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é. 
      Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos. 
      Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
      Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo. 
      Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa. 
      E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. 
      Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca -  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto. 
      Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido. 
      Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. 
      Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
      Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência. 
      É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama deLogos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...
      O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
      O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
      E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
      Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
      Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
      As causas não estão fora de você.
      A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'
      Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego. 
      E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido. 
      Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...
      Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece. 
      E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...
      É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
      Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
      Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.
      Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.
      E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."
                                                                      OSHO, Além das Fronteiras da Mente.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Amiga, não são 5kg a menos que vão deixar sua vida mais leve

Muitas mulheres (nessa eu me incluia, certeza!) têm a irritante mania de achar que quando (e apenas quando) emagrecerem os 5, 10 ou 15 kilos desejados é que poderão viver e finalmente encontrar uma pontinha de felicidade.

Se você pensa assim, tenho uma má notícia: você está redondamente (trocadilho idiota, eu sei) enganada!
Precisei perder quase 15kg para perceber que o que precisava mudar eram minhas atitudes e a visão que tinha de mim mesma, não apenas o numero na balança. Entrar numa calça 2 numeros menor pode ser sim uma grande motivação para o ego e o reflexo que o espelho te entrega, uma boa injeção de confiança. Mas pára por aí. Todo o trabalho a ser feito precisa ser seu: tanto para resistir às tentações e encarar os exercícios físicos quanto para trabalhar o psicológico de que você é linda do jeitinho que é.

Pra mim, esse foi o exercício mais difícil. Foi mais fácil levantar uma barra de supino com 5kgs de cada lado (peso que pode ser pouco para muitas, mas nunca me imaginei levantando um unico kg naquele negócio) do que aceitar meus defeitos e adquirir auto confiança.



Eu sei que é difícil acreditar nessa conversinha, eu mesma não acreditava. Só depois de começar a caber em quase todas as roupas da loja que percebi que isso não significa nada. Não passei a me aceitar mais por isso, muito pelo contrário...passei a me cobrar mais. Só depois de um tempo de reflexão pude reconhecer meu próprio valor pra mim mesma, e isso não depende do que homem nenhum que estiver ao seu lado disser. Depende única e exclusivamente de você.

É impossível se amar todos os dias e em todos os momentos, eu sei. Mas que tal parar de só ver o lado negativo de ser você?

Então amiga, eu só te peço uma coisa: não adie sua vida para um futuro magro. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eu vi que quando (Projeto Capela)

Quando a luz da manhã vem se levantar
há um barco entre a linha do céu e o mar
ele deixa um rastro branco onde passa
desenhando seu caminho onde quer que vá!

Caminhando pela areia de mãos dadas
pai e filho se aconchegam, ambos sem falar
mil palavras sem contexto nessa hora
e um silencio sem a lógica de se explicar.

Eu vi que quando as nuvens passam ficam as estrelas
o vinho se derrama colorindo a mesa
ao trem que trilha as emoções de um homem que acredita
que um pouco de sorriso, canta e dança a vida.
-Não sou porra louca, nada! Por viver na madrugada
onde os lobos cantam à noite e ao amanhecer viram estátuas.

Quando chega a lua nova e anuncia
que o enredo de um dia vai se terminar
é a vez da luz, meça o raio e brilha
volta e meia, mesmo cheia, é singular

Eu vejo a luz dos girassóis em minha vida.
Fui criança e já sujei meus pés no chão.
Enquanto o corpo anuncia a sua caça,
magia e alma o guiam à serenata.

Link: http://www.vagalume.com.br/projeto-capela/eu-vi-que-quando.html#ixzz3FOoaBlXk


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Relacionamento (por Verônica Helen)

Relacionamento não é (e nunca foi) receita de bolo. Por favor, parem com esse negócio de que existem regras e comportamentos estabelecidos para se ter um relacionamento ~de verdade~.
O que é bom pra você, pode não ser pra mim (e vice-versa).
Eu confesso que demorei muito para entender isso...e ficava chateada a cada cena de filme que eu sabia que nunca aconteceria na minha vida. Como se aquilo fosse o padrão a ser seguido e se não era assim comigo tinha algo errado.
Hoje em dia agradeço não ter sido assim comigo: onde eu colocaria tantas flores? (morreria de dó de ver todas elas morrendo) ou...como eu saberia o verdadeiro valor do sentimento se a cada 3 frases, uma delas fosse "eu te amo"? Prefiro ter um único sorriso no dia que me mostre o quanto sou importante, do que uma declaração a cada meia hora que me faça duvidar já que vem tão fácil.
Nada como atingir maturidade sentimental e saber ler nas entrelinhas o real sentido de estar junto (e querer isso!)
Não queira jogar suas frustrações e vontades no colo do outro, como se fosse a função do seu parceiro resolver tudo isso. Você se torna responsável pelo que cativas sim, desde que não seja um fardo pro outro carregar. Aquela frase "antes de amar alguem, ame a si mesmo" nunca fez tanto sentido pra mim!

por Verônica Helen


terça-feira, 30 de setembro de 2014

ORAÇÃO

PAPAI DO CÉU,
POR FAVOR, ME AJUDA A SER MENOS INTOLERANTE
ME ENSINA A SEPARAR O JOIO DO TRIGO
FAZ COM QUE A MENTIRA, A INVEJA, A AMBIÇÃO
NÃO ME MACHUQUEM TANTO

ENSINA A CONVIVER COM AS COISAS MÁS DO DIA-A-DIA
E NÃO CHORAR POR QUEM NÃO MERECE
QUE AS PESSOAS MÁS NÃO ME AFETEM
E QUE EU CONSIGA LIBERAR O PERDÃO

ILUMINA MEU CAMINHO
ACALMA MEU CORAÇÃO
QUE AS ESPADAS DA FALSIDADE
NÃO MAIS FIRAM A MINHA ALMA
E QUE EU VIVA NA SERENIDADE QUE TANTO BUSCO. AMÉM

sábado, 27 de setembro de 2014

Sonho de uma flauta (O Teatro Mágico)

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão às vezes é doce
Mas às vezes é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah ... e o mundo é perfeito
Hum ...e o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
é querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah ... e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Devaneios...

Eu sou a minha verdade e ninguém mais.
Sou um ser complexo, atônito, constante na minha inconstante alma, plácida, quente, fria, mas nunca morna, sou o fogo e o mar, nunca um lago... sou tantas verdades em uma só que até eu mesma me confundo... me perco e me reencontro em mim.
Tenho tantas perguntas, e sempre com as mais diversas respostas, sempre com respostas diferentes. Mudo de roupa, mudo de cabelo, finjo, fujo, mas não consigo permanecer no esconderijo. Sou covarde e corajosa, parte de mim quer, a outra também.
Não sei ser metade. Não quero ser metade. A metade me embrulha o estômago. Suja a alma, o olhar, o paladar. Quero o inteiro, o intenso, o veneno, o inebriante, o sedutor. Gosto do risco, do novo, do antigo, de tudo misturado.
Estou em constante mutação, comigo, com o mundo, com as pessoas. Meu compromisso é comigo mesma, com o que sinto, o que penso. Amo intensamente, da noite pro dia, e odeio do mesmo jeito. Não. Não odeio. Isso é muito forte. Apenas afasto de mim o que não me faz bem, o que não quero. Ta bom. Amo e odeio sim. Por pouco tempo, é verdade. Não consigo alimentar sentimentos negativos. Não gosto de negatividade.
Já fui impulsiva. É fato. Tento não ser mais.
Vejo o bem em tudo e todos. E gosto disso. Amo tudo e todos. Transmito amor, fé e confiança. Deixo que as pessoas me conquistem no primeiro olhar, gesto, pelo som da voz ou o abraço. Ah, o abraço! Um gesto que fala por si só. A gente sabe quando é querido por um abraço! O calor, o movimento dos braços, a intensidade, a verdade... quanta coisa cabe num abraço!
Gosto de ser conquistada pelas pessoas. Gosto de conquistar.
Tenho uma família que escolhi. É gigante. No coração. Tenho amigos e quero todos pra vida inteira. Estão tão espalhados pelo mundo e tão perto de mim, unidos no amor que aquece nosso coração. A verdade que nos une é a verdade que ultrapassa a eternidade. É a verdade que não é assassinada pelo tempo, pela inveja, pela maldade, é a verdade que ultrapassa os limites e nos mostra o quanto é bom e lindo viver e ter pessoas que nos acompanhem na nossa caminhada!
Minha família de sangue não é tão grande. Nem tão unida quanto eu gostaria. Queria me reunir uma vez por mês com todos eles e saber como estão as coisas. Queria que se importassem sinceramente um com os outros. Que não aparecessem só nas festas e finais de ano. Queria que um ligasse ao menos para falar com o outro, e que cada um fizesse mais o que realmente tem vontade de fazer.
Na verdade, acho que o mundo deveria reclamar menos e fazer mais.
Devíamos nos preocupar menos com o que os outros pensam a nosso respeito e mais com o que nós mesmos pensamos de nós. Deveríamos aprender que a nossa felicidade só depende de nós mesmos, e que não devemos esperar uma felicidade distante, como um conto de fadas, pois a felicidade está presente no hoje, no aqui e agora, no momento em que estamos vivendo.
Quero ver as pessoas valorizando quem elas são e não o que elas tem. Quero os valores invertidos. Valorizar o carinho, o toque, o abraço, a amizade, o real, o sonho. Essas coisas tão simples e tão complexas. Viver o hoje. O presente. Saber que cada coisa tem a sua hora. E que o dia mais belo da minha vida não é o que parece mais bonito, mas o que parece mais feio. Por quê? Porque amar o bonito é fácil. Difícil é amar o feio, porque o dia mais cinza, os momentos mais assustadores da nossa vida são na verdade os mais mágicos, os mais sensíveis. São nesses dias que aprendemos as grandes lições de nossa existência.
Essa existência conturbada, onde tentamos buscar respostas, e o que surgem são mais perguntas. Perguntas que ficam sem resposta e que geram outras perguntas. Perguntas... e mais e mais e mais. São as perguntas que movem o mundo ou o mundo que move as perguntas?
Sou o vazio que me preenche. O inteiro e a metade. O certo e o errado. A razão e a loucura. O amor e o ódio. O apego e o desapego. O medo e a coragem. O salgado e o doce. A montanha e o penhasco. A vida e a morte. A mãe e a filha. A noite e o dia. O início e o fim. O sorriso e o choro. A dor e a alegria. O desespero e a tranqüilidade. Sou única. Sou singular. Sou mágica. Sou bruxa. Sou fada. Sou guerreira. Sou frágil. Sou menina. Sou mulher. Muito mais menina. Sou tudo e muitas vezes não sou nada.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Empatia e Humanismo

Gostaria de falar um pouco sobre duas palavras que acho muito importantes nos dias de hoje: EMPATIA e HUMANISMO.

"Empatia: Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias. 

Lus.: Capacidade de se identificar com outra pessoa; faculdade de compreender emocionalmente outra pessoa.

De em+phatos(Gr)+ia(estado de alma)"

Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br/empatia/

"Humanismo, no sentido amplo, significa valorizar o ser humano e a condição humana acima de tudo. Está relacionado com generosidade, compaixão e preocupação em valorizar os atributos e realizações humanas."

Fonte: http://www.significados.com.br/humanismo/

Hoje, uma acontecimento me levou a pensar (e muito) nos significados dessas palavras...


Recebemos uma notícia triste relacionada a uma criança (filho de um colega de trabalho) e fizemos uma corrente de oração. No instante em que a oração terminou, já havia pessoas falando de futebol, gargalhando, como se a notícia fosse uma final de campeonato.


Tudo bem, não quero que as pessoas arranquem cabelo ou chorem... mas que ao menos respeitem a dor do outro... se compadeçam dela e respeitem antes de qualquer coisa Deus (ou qualquer outra denominação que se dê a Ele dentro da religião e das crenças de cada um). Respeite a dor de um pai que passa por dificuldades com um filho... Orem por ele... Será que é pedir muito? Infelizmente, algumas pessoas parecem nem imaginar o que é empatia ou humanismo... infelizmente, algumas pessoas pouco se importam com isso.... Se bobear até pensam: "não é comigo mesmo"...


Fico pensando: poderia ser meu filho... Poderia ser seu filho... seu irmão... seu primo... seu sobrinho... Ou poderia não ser nada seu nem meu... mas é uma criança que tem pai, tem mãe, tem avó, avô, irmão, tios, tias, primos, e tantas outras pessoas que estão sentindo dor... sofrendo junto com ela... andando na corda bamba... Mantendo a fé (ou tentando mantê-la), pois num momento difícil, seja no que for, a fé é o que nos sustenta... o que os mantêm em pé.


Será que é tão difícil praticar a empatia? O Humanismo?


Vamos tentar?



Essencial...

Não sei o que está acontecendo comigo... Ando tão sem paciência...
Na verdade, nunca tive muito estômago pra certas coisas... mas ultimamente, as coisas estão piorando...

Preguiça de gente chata, de gente espaçosa, de gente que se acha muito esperto, de gente que se acha o dono do mundo, de gente que (acha) que faz a gente de bobo, de gente besta, de gente ignorante, de gente entrona, de gente sem noção... PREGUIÇA!!!!!

Preguiça das chatices, das mentiras, de nariz em pé, de cara de tacho, de voz mole, das falsidades, das mentiras, dos egoísmos e de todas as coisas negativas que vivencio no dia-a-dia... PREGUIÇA!!!

Minha língua anda mais do que afiada (mais do que o necessário, eu acho)...

Às vezes gostaria de me questionar menos sobre o mundo... sobre o que anda acontecendo... sobre o que ouço ou vejo... sobre questões existenciais... sobre a vida... Mas não consigo...
Tenho minha maneira de pensar, e sou muito convicta de minhas idéias e ideais, e não abro mão deles. Gosto de justiça, de gentileza, de verdade. Gosto de olho no olho, de carinho, de sorriso fácil. Gosto de quem fala a verdade, de sinceridade, de autoafirmação. Gosto de abraço de verdade, de beijo com sentimento, de afetividade. Gosto dos sentimentos, do conflito interno, da admiração. Gosto das questões da vida, do ser humano, da riqueza do ser.

Somos seres humanos... tão únicos e ao mesmo tempo tão múltiplos... Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais...

Precisamos compreender que a arte de compartilhar a vida é uma via de mão dupla, seja com a família, com amigos ou com amores... E que esse mundo é um jardim, onde você irá colher o que planta, mas se quiser uma boa colheita, é preciso regar e cuidar do jardim. em contraponto, as pragas e joios brotam mesmo que não os alimente, basta você deixar cair a primeira semente, ou não cuidar direito do jardim para que eles fiquem bem longe.

Acho que é isso... tenho pensado muito sobre as questões essenciais e sobre o que é essencial na minha vida...

O que é essencial pra mim? Eu sou essencial pra mim... meu filho é essencial... abraços verdadeiros são essenciais... pessoas sinceras também são... Sorrisos fáceis e do coração são essenciais... Carinho e dedicação também são...Tanta coisa... tantas pessoas... VIVER é essencial. RESPEITAR é essencial. VERDADE é essencial. AMAR é essencial. GENTILEZA é essencial. FELICIDADE é essencial. ESPERANÇA é essencial. FÉ é essencial...

Ainda alimento a esperança de que tudo possa melhorar e que cada ser humano perceba o valor do essencial... do que realmente importa...

E VOCÊ, O QUE É ESSENCIAL PRA VOCÊ???





terça-feira, 23 de setembro de 2014

Depois de algum tempo...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, 
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que 
companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, 
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno amanhã é incerto demais para os
planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram
escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo
e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com
palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes
tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve
comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos
ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada
e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute,
quando você cai é uma das poucas
que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiências que se
teve, e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer
a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes,
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva, mas isso
não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do
jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não sabe amar,
contudo, o ama como pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar
ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos
pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa
voltar para trás, portanto, plante seu jardim
e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar.

(Willian Shakespeare)