segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Boas vindas à 2016

Mais um ano que começa...
Novos sonhos, projetos, esperança renovada, ou sonhos e projetos não realizados em 2015, 2014, 2013... Não importa...
A palavra do dia é #gratidão. Isso mesmo!
Temos o costume de reclamar, e como diz nosso sábio Cortella: "re-clamar é clamar duas vezes", é chamar de volta pra si... Reclamamos do aluguel, de acordar cedo pra trabalhar, do chefe, do colega, do ônibus, da comida, do parceiro, dos filhos, dos pais, dos avós, do vizinho, do ventilador barulhento, da roupa, do sapato, do cabelo, do cachorro do vizinho, daquela pessoa que está sempre ao nosso lado, porque as coisas não são da forma como queremos... Enfim... Viu como re-clamar é mania? Um costume que não questionamos e não tentamos mudar...
Que tal começar 2016 de forma diferente? Que tal se cada vez que o ato automático de re-clamar tomar conta de nós, vermos o lado positivo daquela situação e sentir #gratidão?
Obrigada por ter um lar, obrigada pelo fato de acordar, obrigada pelo meu emprego, obrigada pelo meu chefe me ajudar a extrair o melhor e o pior em mim e me ajudar no autoconhecimento, obrigada pelo aprendizado diário com meus colegas que me ensinam a conviver, obrigada por ser saudável, obrigada pela minha família porque sem eles eu seria como um edifício sem alicerce, obrigada pelo meu parceiro e só tenho a agradecer por ser um ser único, obrigada por tudo que pude conquistar, obrigada pelas coisas não serem sempre como quero, mas da forma como elas precisam ser... E tantas outras formas de agradecer e milhões de motivos para sentir #gratidão. Que tal tentar?

Com o tempo a gente percebe como o mundo muda à nossa volta quando passamos a ter #gratidão sincera e despretensiosa por tudo que nos é dado... E como os pensamentos e atitudes positivas atraem cada vez mais coisas positivas...
Afinal, quando a gente muda, o mundo muda com a gente. Vamos tentar?

Que 2016 possa ser seu ano pessoal, na busca pelo autoconhecimento e por melhoras se dentro pra fora!

#maisamorporfavor
#gratidão
#autoconhecimento
#transformação

Namastê.

Gisele

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A arte de se relacionar

Relacionamentos são ou não são complicados? Eis a pergunta que não quer calar...


Na minha concepção, acho que nós é que complicamos as coisas. Bom, acredito que se partirmos do princípio que somos diferentes, com convicções diferentes, criações diferentes, meios diferentes, enfim: duas pessoas que se unem seja em qual tipo de relacionamento for... seja familiar, amizade, namoro, casamento, ou o título que este relacionamento tenha, basta partir do princípio de que todo indivíduo é único,  e que relacionamento é a "arte de se relacionar", onde dois ou mais indivíduos partilham sua vida, suas experiências, seus gostos e desgostos... acredito que assim conseguimos tornar a convivência mais agradável.


CONVIVER: significa ter uma vida em comum; ser próximo de alguém; Coexistir; partilhar um mesmo local, ambiente ou recinto; etc

RELACIONAMENTO: Ter comunhão, envolver-se com alguém ao ponto de compartilhar experiências; aprender com o outro.

Como conviver se queremos que o outro se torne algo que projetamos nele ao invés de respeitar dua individualidade?

Por isso, antes de se relacionar, é importante conhecer mais sobre o outro... seus costumes, suas crenças, seus defeitos e qualidades... E tem que haver respeito! Acredito que se as pessoas controlassem mais a ansiedade em se relacionar ou em cumprir os padrões que a sociedade julga corretos, haveria menos crises, menos problemas, menos separações...

É lógico que não existe fórmula mágica para driblar os obstáculos e ser "felizes para sempre"... aliás, isso é algo que existe nos contos de fada, pois você pode sim e acredite que será feliz por toda a vida, mas a felicidade é feita de pequenos momentos... e não devemos esperar o "para sempre" para ser feliz. Seja feliz aqui e agora, sozinha ou acompanhada. Saiba valorizar e exaltar o que tem na vida, quem tem na vida, e tudo que a vida e Deus lhe proporcionam... Comemore suas conquistas e aprenda com suas derrotas, não deixe que os acontecimentos ruins os deixem amargurados... saiba colher cada fruto da árvore da vida, seja ele doce ou azedo. Ou você acha mesmo que a vida teria somente frutos doces?

Saiba principalmente respeitar as pessoas que você tem ao seu lado, seja a que você escolheu (namorado, marido, amigos) ou àquelas que você ganhou de presente quando nasceu (familiares). Não queira transformá-la em algo que você quer que ela seja, em algo que você projetou nela... Saiba reconhecer as reais necessidades no relacionamento de vocês... tudo de bom que vocês tem a oferecer um ao outro, ao invés de passar um tempo lamentando o que não é tão legal assim... pois quando a gente foca no que é bom, a gente não "enxerga" tanto assim o que é ruim, e fica feliz com cada momento partilhado. 

Cuide de você! Observe seus defeitos. Trate de procurar melhorar cada um deles. Pense antes de dizer algo, pois a palavra dita não é algo que possa voltar atrás... e você não tem o direito de ofender ninguém! Seja com TODOS como gostaria que fossem com você! Não importa se isso vai realmente acontecer ou não... importa que você fez a sua parte!

Viva mais! Relaxe! Se apegue menos! Principalmente às coisas tão pequenas e insignificantes! Saiba perdoar... Filtre seu coração e seus ouvidos para que neles só entrem coisas boas e que o coloquem pra cima. Não deixe que acontecimentos ruins ou pessoas com baixa auto-estima ou energia ruim lhe afetem... Cuide de você!

Bom, acredito que não seja complicado se relacionar, desde que você saiba se relacionar em primeiro lugar com você mesmo... se respeite, se entenda, goste da sua própria companhia. Lembre-se: Você só será feliz com outra pessoa quando se amar e não precisar dela pra ser feliz! 

Isso é meio esquisito, eu sei! Mas somente assim você irá se respeitar, reconhecer o que tá legal ou o que não está, o que realmente quer ou não, o que realmente gosta ou não, pra assim não deixar a carência, ou qualquer outro sentimento que turvam nossa visão sobre nós mesmos e sobre o outro, ofuscar seus sentimentos, suas emoções, confundindo seu coração e seu ser. Assim você e o indivíduo com quem está se relacionando conseguirão alinhar os pontos e decidirem ser parceiros ou não.

Importante: Se relacione com pessoas que tenham objetivos de vida parecidos com os seus. Que esteja num momento na vida semelhante ao seu. Que tenha pensamentos e comportamentos sobre a vida alinhados aos seus. Que vocês identifiquem muito mais pontos positivos na relação do que negativos. Que esteja DISPOSTO, se você assim estiver. Se não for assim, fique sozinho. Curta sua solidão. Cuide de você até estar pronto. Para não viver se magoando ou criando expectativas desnecessárias.

Não deixe que seu coração se confunda e ache que vai mudar o outro ou que "tudo vai melhorar" pelo simples fato de querer ter alguém, ou querer se relacionar. Não adianta. Se você e o outro não estiverem realmente prontos, não "vai rolar". Saiba identificar isso antes para não sofrer depois. É difícil, mas não é impossível. Sinceramente? Acho menos difícil isso no início do que depois de coisas enraizadas...

"Os opostos se distraem... Os dispostos se atraem".... lembre disso!

Até a próxima.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Reflexão sobre a vida...

Tem momentos da nossa vida em que as emoções viram um turbilhão... é como se tudo resolvesse "conspirar" contra nós e acontecer de uma vez só...
Aquelas coisas que achávamos que não eram possíveis estão acontecendo... E tantas outras que a gente torcia pra que se concretizassem não se realizam...
Bate um desespero... Eu choro! Choro igual criança... O bom é que esses momentos são bem raros pra mim, porque prefiro sempre tirar lição dos acontecimentos e acredito piamente que temos sempre duas opções na vida: ou nos martirizamos com aquele acontecimento e a cada dia sofremos por um motivo diferente, ou levamos a rasteira, sacudimos a poeira, tiramos a lição daquilo e damos a volta por cima (é a opção que prefiro aplicar à minha vida)... E como na maioria das vezes sou mãezona, protetora, preocupada com todo mundo, alegre, "pra cima", "A" agitada,  "A" "faca no dente" kkkk tento não deixar a BAD me pegar facilmente. Fujo (literalmente) dela.
Infelizmente às vezes ela consegue me alcançar... e nesse momento, eu normalmente "fujo" das pessoas... dos amigos.. me isolo, me refugio, me tranco em meu canto e observo meus sentimentos... ouço a voz interior, para assim colocar a cabeça em ordem e respeitar MEU EU.

Isso aconteceu comigo no último final de semana e deixou minhas amigas um pouco "assustadas" kkkk já que o comum é me ver sempre animada e animando todo mundo... Aí uma grande amiga (irmã de coração) teve a maior paciência comigo e deixou que eu partilhasse com ela toda aquela confusão da minha cabeça e do meu coração.. aquela mistura de sensações e de sentimentos que te sufocam e parece que você não consegue nem respirar, sabe? Então... e ela estava lá... E não me deixou sozinha enquanto eu não parei de chorar e dizer: "Quero minha cama, meu travesseiro"... igual criança mesmo! E só tenho a agradecer por não ter me deixado ficar sozinha...

Depois me "refugiei" na roça... fui encontrar abrigo no colo da minha mãe e no abraço caloroso e inocente do meu filho... E esse amor incondicional de mãe e aquele olhar inocente sobre as coisas que meu filho tem, me fizeram perceber coisas muito importantes... coisas que acabamos esquecendo ao longo do tempo... Ou que deixamos ser engolidos de nós, pela correria do dia-a-dia e pela falta sensação de que coisas fúteis é que realmente importam. Essa troca, me fez relembrar que é tão simples ser feliz e que só precisamos (e temos) do essencial pra ser feliz... pena que demoramos tanto para nos dar conta disso. A importância de coisas tão simples e a verdadeira essência da vida e do amor estão nas coisas mais simples: no abraço sincero, no sorriso de uma criança, num gesto solidário, no amor ao próximo...

Percebi também que por mais que gostemos de alguém ou que algum sentimento nos machuque, precisamos gostar primeiro de nós mesmos! Nós precisamos vir em primeiro lugar, e devemos respeitar nosso EU interior, pois ele fala conosco o tempo todo e nos alerta... nós sabemos disso, mas preferimos não dar importância...

Se ouça mais...
Se respeite mais...
Assuma quem você verdadeiramente é...

Essa é a MINHA opção de vida! E a sua?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

EGO, O FALSO CENTRO (Osho)

"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
      Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
     Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
      Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.
      Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
      Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer. 
      Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
      E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo. 
      Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
      O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. 
      O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você. 
      O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade. 
      Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. 
      Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...
      Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
      A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
      E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade. 
      Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. 
      O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. 
      Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta. 
      É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele. 
      Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso -  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é. 
      Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos. 
      Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
      Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo. 
      Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa. 
      E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. 
      Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca -  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto. 
      Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido. 
      Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. 
      Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
      Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência. 
      É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama deLogos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...
      O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
      O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
      E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
      Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
      Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
      As causas não estão fora de você.
      A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'
      Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego. 
      E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido. 
      Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...
      Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece. 
      E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...
      É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
      Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
      Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.
      Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.
      E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."
                                                                      OSHO, Além das Fronteiras da Mente.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Amiga, não são 5kg a menos que vão deixar sua vida mais leve

Muitas mulheres (nessa eu me incluia, certeza!) têm a irritante mania de achar que quando (e apenas quando) emagrecerem os 5, 10 ou 15 kilos desejados é que poderão viver e finalmente encontrar uma pontinha de felicidade.

Se você pensa assim, tenho uma má notícia: você está redondamente (trocadilho idiota, eu sei) enganada!
Precisei perder quase 15kg para perceber que o que precisava mudar eram minhas atitudes e a visão que tinha de mim mesma, não apenas o numero na balança. Entrar numa calça 2 numeros menor pode ser sim uma grande motivação para o ego e o reflexo que o espelho te entrega, uma boa injeção de confiança. Mas pára por aí. Todo o trabalho a ser feito precisa ser seu: tanto para resistir às tentações e encarar os exercícios físicos quanto para trabalhar o psicológico de que você é linda do jeitinho que é.

Pra mim, esse foi o exercício mais difícil. Foi mais fácil levantar uma barra de supino com 5kgs de cada lado (peso que pode ser pouco para muitas, mas nunca me imaginei levantando um unico kg naquele negócio) do que aceitar meus defeitos e adquirir auto confiança.



Eu sei que é difícil acreditar nessa conversinha, eu mesma não acreditava. Só depois de começar a caber em quase todas as roupas da loja que percebi que isso não significa nada. Não passei a me aceitar mais por isso, muito pelo contrário...passei a me cobrar mais. Só depois de um tempo de reflexão pude reconhecer meu próprio valor pra mim mesma, e isso não depende do que homem nenhum que estiver ao seu lado disser. Depende única e exclusivamente de você.

É impossível se amar todos os dias e em todos os momentos, eu sei. Mas que tal parar de só ver o lado negativo de ser você?

Então amiga, eu só te peço uma coisa: não adie sua vida para um futuro magro. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eu vi que quando (Projeto Capela)

Quando a luz da manhã vem se levantar
há um barco entre a linha do céu e o mar
ele deixa um rastro branco onde passa
desenhando seu caminho onde quer que vá!

Caminhando pela areia de mãos dadas
pai e filho se aconchegam, ambos sem falar
mil palavras sem contexto nessa hora
e um silencio sem a lógica de se explicar.

Eu vi que quando as nuvens passam ficam as estrelas
o vinho se derrama colorindo a mesa
ao trem que trilha as emoções de um homem que acredita
que um pouco de sorriso, canta e dança a vida.
-Não sou porra louca, nada! Por viver na madrugada
onde os lobos cantam à noite e ao amanhecer viram estátuas.

Quando chega a lua nova e anuncia
que o enredo de um dia vai se terminar
é a vez da luz, meça o raio e brilha
volta e meia, mesmo cheia, é singular

Eu vejo a luz dos girassóis em minha vida.
Fui criança e já sujei meus pés no chão.
Enquanto o corpo anuncia a sua caça,
magia e alma o guiam à serenata.

Link: http://www.vagalume.com.br/projeto-capela/eu-vi-que-quando.html#ixzz3FOoaBlXk


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Relacionamento (por Verônica Helen)

Relacionamento não é (e nunca foi) receita de bolo. Por favor, parem com esse negócio de que existem regras e comportamentos estabelecidos para se ter um relacionamento ~de verdade~.
O que é bom pra você, pode não ser pra mim (e vice-versa).
Eu confesso que demorei muito para entender isso...e ficava chateada a cada cena de filme que eu sabia que nunca aconteceria na minha vida. Como se aquilo fosse o padrão a ser seguido e se não era assim comigo tinha algo errado.
Hoje em dia agradeço não ter sido assim comigo: onde eu colocaria tantas flores? (morreria de dó de ver todas elas morrendo) ou...como eu saberia o verdadeiro valor do sentimento se a cada 3 frases, uma delas fosse "eu te amo"? Prefiro ter um único sorriso no dia que me mostre o quanto sou importante, do que uma declaração a cada meia hora que me faça duvidar já que vem tão fácil.
Nada como atingir maturidade sentimental e saber ler nas entrelinhas o real sentido de estar junto (e querer isso!)
Não queira jogar suas frustrações e vontades no colo do outro, como se fosse a função do seu parceiro resolver tudo isso. Você se torna responsável pelo que cativas sim, desde que não seja um fardo pro outro carregar. Aquela frase "antes de amar alguem, ame a si mesmo" nunca fez tanto sentido pra mim!

por Verônica Helen