sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Reflexão sobre a vida...

Tem momentos da nossa vida em que as emoções viram um turbilhão... é como se tudo resolvesse "conspirar" contra nós e acontecer de uma vez só...
Aquelas coisas que achávamos que não eram possíveis estão acontecendo... E tantas outras que a gente torcia pra que se concretizassem não se realizam...
Bate um desespero... Eu choro! Choro igual criança... O bom é que esses momentos são bem raros pra mim, porque prefiro sempre tirar lição dos acontecimentos e acredito piamente que temos sempre duas opções na vida: ou nos martirizamos com aquele acontecimento e a cada dia sofremos por um motivo diferente, ou levamos a rasteira, sacudimos a poeira, tiramos a lição daquilo e damos a volta por cima (é a opção que prefiro aplicar à minha vida)... E como na maioria das vezes sou mãezona, protetora, preocupada com todo mundo, alegre, "pra cima", "A" agitada,  "A" "faca no dente" kkkk tento não deixar a BAD me pegar facilmente. Fujo (literalmente) dela.
Infelizmente às vezes ela consegue me alcançar... e nesse momento, eu normalmente "fujo" das pessoas... dos amigos.. me isolo, me refugio, me tranco em meu canto e observo meus sentimentos... ouço a voz interior, para assim colocar a cabeça em ordem e respeitar MEU EU.

Isso aconteceu comigo no último final de semana e deixou minhas amigas um pouco "assustadas" kkkk já que o comum é me ver sempre animada e animando todo mundo... Aí uma grande amiga (irmã de coração) teve a maior paciência comigo e deixou que eu partilhasse com ela toda aquela confusão da minha cabeça e do meu coração.. aquela mistura de sensações e de sentimentos que te sufocam e parece que você não consegue nem respirar, sabe? Então... e ela estava lá... E não me deixou sozinha enquanto eu não parei de chorar e dizer: "Quero minha cama, meu travesseiro"... igual criança mesmo! E só tenho a agradecer por não ter me deixado ficar sozinha...

Depois me "refugiei" na roça... fui encontrar abrigo no colo da minha mãe e no abraço caloroso e inocente do meu filho... E esse amor incondicional de mãe e aquele olhar inocente sobre as coisas que meu filho tem, me fizeram perceber coisas muito importantes... coisas que acabamos esquecendo ao longo do tempo... Ou que deixamos ser engolidos de nós, pela correria do dia-a-dia e pela falta sensação de que coisas fúteis é que realmente importam. Essa troca, me fez relembrar que é tão simples ser feliz e que só precisamos (e temos) do essencial pra ser feliz... pena que demoramos tanto para nos dar conta disso. A importância de coisas tão simples e a verdadeira essência da vida e do amor estão nas coisas mais simples: no abraço sincero, no sorriso de uma criança, num gesto solidário, no amor ao próximo...

Percebi também que por mais que gostemos de alguém ou que algum sentimento nos machuque, precisamos gostar primeiro de nós mesmos! Nós precisamos vir em primeiro lugar, e devemos respeitar nosso EU interior, pois ele fala conosco o tempo todo e nos alerta... nós sabemos disso, mas preferimos não dar importância...

Se ouça mais...
Se respeite mais...
Assuma quem você verdadeiramente é...

Essa é a MINHA opção de vida! E a sua?